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A sobrecarga de trabalho aliados aos esforços repetitivos e stress têm levado a classe trabalhadora a inúmeros desgastes psicológicos e físicos. Um estudo realizado pelo Centro de Referência em Saúde ao Trabalhador, Camaçari-Ba (CEREST), de 2004 a 2007, aponta que o registro de doenças ocupacionais vem crescendo a números alarmantes no município.
O Cerest pertence ao serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), é direcionado a trabalhadores das áreas rural e urbana, independente da área de atuação. O Centro realiza procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação.
A sobrecarga e à repetição sem descanso das rotinas diárias, ao lado da pressão psicológica pelo cumprimento de metas que permeia o cotidiano desses trabalhadores. As notificações de doenças do sistema osteomuscular, nas quais se incluem as lesões por esforço repetitivo (LER/DORT), representa a maioria no número de queixas dos trabalhadores.
Por causa da concentração de mão-de-obra masculina nas indústrias, é deles a maior concentração de lesionados. Com relação à faixa etária, as pessoas de ambos os sexos, entre 30 a 39 anos são as mais afetadas.
A pesquisa comprova que o número de lesionados na categoria é oriundo principalmente da indústria de transformação, no qual, inclui as empresas do ramo automobilístico, plástico e borracha. Os operadores de máquina fixa são os mais atendidos no Cerest.
O coordenador do Cerest em Camaçari, Celso Joélio Teodoro, alerta que o número de trabalhadores com doenças ocupacionais é maior que apontado no estudo. "O estudo só inclui o número de pessoas que nos procuraram, mas tem muitas pessoas que procuraram a rede particular e até esconde da empresa que está doente", ressalta.
Outro dado alarmante é número de trabalhadores do ramo da construção civil com lesões. Para estes profissionais a grande parte das doenças são facilmente evitáveis. Segundo Joélio, o principal cuidado é o uso dos equipamentos de proteção, sejam as vestimentas (botas, luvas, capacetes, óculos, roupas impermeáveis, máscaras) ou os aparatos que limitem a ação de fontes excessivas de luz, som, vibração, calor, umidade, poeira.
De acordo Celso Joélio, o Cerest possui uma equipe multidisciplinar formado por médico do trabalho, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, sociólogo, técnico de segurança, pedagogo, além da equipe administrativa. Segundo Joélio, a unidade também realiza investigação para verificar se a doença foi adquirida na atual atividade. “Orientamos o trabalhador quanto aos seus direitos e a patologia”, comenta.
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Por: Michele Oliveira
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