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Fidel faz primeiro discurso ao povo em quatro anos e fala de guerra nuclear
Sex, 03 de Setembro de 2010 14:50

O ex-ditador cubano Fidel Castro reapareceu nesta sexta-feira para um discurso ao público pela primeira vez em quatro anos e falou durante 45 minutos sobre os perigos de uma guerra nuclear.

No primeiro ato em massa e aberto do qual participa desde que adoeceu e cedeu o poder em 2006, Fidel foi à Universidade de Havana e mandou uma mensagem dirigida aos estudantes universitários. Milhares de pessoas acompanharam o discurso do ex-ditador, que ainda, dizem analistas, têm muito poder de decisão na política cubana.

O público era formado quase exclusivamente por estudantes, alguns dos quais chegaram com várias horas de antecedência para ocupar um lugar.

Como já se tornou habitual em suas recentes reaparições públicas, o líder da Revolução cubana voltou a advertir sobre os perigos que o mundo correria perante a ameaça de uma guerra nuclear derivada da possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã.

"O tempo que a humanidade dispõe para travar esta batalha é incrivelmente limitado", afirmou Fidel, agradecendo aos universitários cubanos por seu "apoio moral à luta pela paz".

O ex-líder, que não fez nenhuma referência a política interna, exortou os jovens "a não deixar de batalhar nessa direção, com o objetivo que a vida humana seja preservada".

Em julho, Castro voltou de surpresa à cena pública após quatro anos de convalescença pela grave doença que o obrigou a delegar a Presidência de Cuba a seu irmão Raúl em 2006.

Desde então, protagonizou reuniões, visitas, atos e encontros com jornalistas cubanos e estrangeiros, oferecendo até entrevistas exclusivas a meios internacionais.
Seu mais recente discurso transmitido ao vivo aconteceu no dia 7 de agosto, quando falou na Assembleia Nacional pela primeira vez desde que deixou o poder, em uma sessão extraordinária que ele mesmo solicitou para insistir na necessidade de persuadir o presidente americano, Barack Obama, a não se envolver em uma guerra contra o Irã.

Fonte: Folha Online

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