|
Durante a assembleia realizada na porta da fábrica na manhã desta quarta-feira, 8, os metalúrgicos da unidade Ford Camaçari decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Eles protestam contra a recusa da montadora em apresentar uma nova proposta de reajuste salarial durante a Campanha Salarial 2010.
A última rodada de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sindicato Patronal terminou em impasse. Na audiência de reconciliação, realizada na quinta-feira, 2, mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a proposta de 8% de reajuste não foi aceita por ambas as partes. Os representantes da montadora apresentaram um percentual de 7%, porém os sindicalistas reivindicam 12% de aumento.
Como não houve acordo durante a audiência, os dirigentes sindicais prosseguiram com os trâmites legais para deflagrar uma greve. Eles encaminharam na sexta-feira, 3, uma comunicação formal ao sindicato patronal e ao TRT.
Na tentativa de pressionar as empresas, os trabalhadores do Complexo Ford realizaram, no dia 27 de agosto, uma paralisação de 24 horas. Além do reajuste salarial, os trabalhadores solicitam a criação de um plano de cargos e salários, cesta básica e ajustes na jornada de trabalho.
As negociações de reajuste salarial incluem os funcionários do Complexo Ford e de outras empresas da categoria filiadas à Federação dos Metalúrgicos da Bahia (FETIM). O setor metalúrgico na Bahia abrange diversas áreas, como informática, siderurgia e indústria automotiva.
Os sindicalistas não descartam a possibilidade de suspender as atividades em outras empresas. De acordo com o presidente da FETIM, Antônio Balbino, cerca de 50 mil metalúrgicos em toda a Bahia deve paralisar as atividades ainda esta semana. "A cada dia, mais empresas estarão sem produção até que o sindicato patronal aceite a proposta de reajuste pleiteada pelos trabalhadores", avisa. Somente na Ford, são quase 10 mil trabalhadores que deixam de produzir aproximadamente 1000 carros por dia.
Redação Nossa Metrópole
 |