O debate sobre o projeto de lei que proíbe o uso de imagens sexuais ou eróticas, na publicidade baiana, movimentou a tarde desta quinta-feira (03), da Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo a deputada estadual Luiza Maia (PT), a proposição pretende abrir para a sociedade a importância de barrar o tratamento como “mercadoria”, dado muitas vezes às mulheres em peças publicitárias.
“Não se pode admitir, em nome da liberdade de expressão ou em nome do lucro, que veículos de comunicação como jornais, revistas, outdoors ou a televisão continuem explorando a imagem da mulher para vender produtos”, afirmou a parlamentar. A petista ainda cutucou a Vogue Kids que no fim do ano passado foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério Público de São Paulo, por conter fotos de crianças com pouca roupa e em posições sensuais. “Outro problema é que crianças acabam sendo alvo dessas peças publicitárias com conteúdos apelativos”, disse.
Além de Luiza Maia, representantes da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), da Comissão de Mulheres da OAB-BA e a ativista Sandra Munoz, do coletivo Mulher e Mídia, participaram da mesa de discussão. Durante o evento, foi lançado uma campanha de mídia contra o uso de imagens com apelo sexual na publicidade, cujo tema é “Basta, Não Somos Mercadoria”.
Fonte: Varela Notícias




