Informalidade na Bahia chega a 54,7% em 2019, a maior taxa dos últimos três anos

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Em 2019, o número de empregados no setor privado com carteira assinada na Bahia voltou a mostrar variação positiva após quatro anos consecutivos em queda (recuava desde 2015), chegando a 1,461 milhão de pessoas, como mostram dados da PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE).

Isso representou um discreto aumento de 0,2% em relação a 2018, quando 1,458 milhão de trabalhadores estavam nessa condição – mais 3.000 pessoas com carteira assinada em um ano.

Por outro lado, o IBGE aponta que o número de empregados sem carteira no estado cresceu pelo terceiro ano consecutivo, 5,1%, chegando a 1,077 milhão de pessoas em 2019, 52 mil a mais que em 2018, quando esse grupo somava 1,025 milhão de trabalhadores.

O total de empregados sem carteira em 2019 na Bahia foi o mais alto para o estado em toda a série histórica da PNAD Contínua.

O número de número de trabalhadores por conta própria também retomou o crescimento em 2019, no estado, após o recuo registrado na passagem de 2017 para 2018. Chegou a 1,708 milhão de pessoas no ano passado 0,6% maior que em 2018, quando eram 1,697 milhão de trabalhadores nessa condição – mais 11 mil contas-próprias em um ano.

O aumento dos trabalhadores sem carteira assinada e por conta-própria levou a informalidade no mercado de trabalho baiano a crescer e atingir, em 2019, seu maior patamar desde 2016, ano em que é possível iniciar essa avaliação. Mais da metade dos trabalhadores no estado (54,7%) eram informais em 2019. Em 2018 a percentagem era de 54,3%.

Isso quer dizer que, no ano passado, na Bahia, 3,164 milhões de trabalhadores ou não tinham carteira assinada, inclusive trabalhadores domésticos, ou eram autônomos ou empregadores sem CNPJ, ou trabalhavam como auxiliares em algum negócio familiar.

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