Com numerosos registros de violência contra a mulher Camaçari ainda não tem unidade da Ronda Maria da Penha

A grande repercussão do caso Eva Luana, trouxe à tona diversas falhas que ainda existem no sistema de proteção à mulher em Camaçari. Inúmeras são as pessoas que têm se manifestado alegando a inexistência de políticas públicas e de maior rigor na investigação de casos de violência contra a mulher, além da falta de auxílio profundo às vítimas, como a criação de um abrigo ou casa de apoio, por exemplo. Além disso, a Operação Ronda Maria da Penha, também não funciona, ainda, no município.

Major Denice Santiago criou a Operação Ronda Maria da Penha em 2015

Criada pela major Denice Santiago, em 2015, a Ronda Maria da Penha é um serviço da Polícia Militar que promove visitas às casas das mulheres que têm medida protetiva concedida pela Justiça e já acompanha cerca de quatro mil vítimas em todo o estado.

Em visita recente à Camaçari, antes das publicações de Eva Luana em seu perfil do Instagram, a comandante da Ronda Maria da Penha, disse que quando o agressor descumpre uma medida protetiva – caso do padrasto de Eva –, ele está cometendo um novo crime. Neste caso, enquanto não há a presença da Ronda, as mulheres que têm medida protetiva devem acionar o batalhão mais próximo. “Qualquer mulher pode ligar para o 190, solicitando o apoio da viatura mais próxima”, explica Denice. A boa notícia é que, segundo a major, Camaçari deve receber uma unidade da ronda, em breve.

Redação Nossa Metrópole