Bibi Gourmet

Cultura

seg , 10/12/2018 às 13:53

Conheça os 10 maiores erros financeiros e faça as pazes com o orçamento

Economia

Atire a primeira moeda quem nunca passou por um aperto financeiro nesta vida. E aí se ajusta aqui, corta algumas coisas ali, abre mão de uma coisa de um lado, economiza do outro, mas lá na frente… acaba repetindo o mesmo erro. É aí que mora o principal motivo para não conseguir tirar as contas do vermelho. Errar, todo mundo erra. Mas é preciso aprender com ele, até mesmo no que diz respeito às finanças pessoais.

Por isso, especialistas em educação financeira listaram para o CORREIO, os 10 principais erros que comprometem o orçamento e não deixam que o consumidor saia da dependência do cheque especial ou que o impeça de guardar algum dinheiro (veja abaixo). São comportamentos que muitas vezes parecem ingênuos e nem se percebe: como não saber quanto paga de juros no cartão de crédito e não sonhar em conquistar algo em curto médio e longo prazo.

“Primeiro é preciso entender que aprendemos a fazer errado um orçamento. Muita gente pensa que ‘Ganhos – Despesas = Lucro ou Prejuízo’. A grande questão é nem sequer colocar os sonhos nessa conta”, afirma o educador financeiro da Dsop, Allan Andrade, que propõe ao consumidor outro exercício: “Vamos mudar este cálculo para ‘Ganhos – Sonhos – Despesas’ e vejam como tudo vai mudar. No entanto, tem muita gente que nem ao menos possui sonhos, por isso, esse é o primeiro passo para combater esses grandes vilões”, completa.

É daí vai se tirar o estímulo para planejar e organizar as contas, como destaca o mesmo especialista. “Pratique esse orçamento financeiro de forma diferente. Quando se coloca um sonho como prioridade os gastos são readequados e junto com eles o padrão de vida da família. O que não pode é não saber para onde vai o dinheiro e nem ter controle sobre ele”.

Sinal de alerta

O presidente do aplicativo Renda Fixa, Francis Wagner, chama atenção para outros erros, entre eles as “suaves prestações”. E aí entra os riscos do consumismo e aquele equívoco de viver bem, mas fora do padrão de vida que se pode sustentar.

“Isso pode sobrecarregar sua fatura no cartão e até colocá-lo em um mar de dívidas. Fazer um planejamento antes de adquirir um bem pode ser a chave para não terminar tendo que pagar por muitos meses e acumular dezenas de parcelas sem necessidade”, recomenda.

A solução: ter foco sobre as reais necessidades para conter qualquer que seja o impulso. “A gente é impactado a todo o momento por ações de publicidade de diferentes empresas, isso acaba gerando nas pessoas aquela falsa sensação de necessidade. Não use o que ganha para manter status”, afirma.

Outro ponto que não pode ser deixado de lado em 2019 tem haver com o futuro. Sim, guardar dinheiro tem que ser uma das metas – o ideal é que esteja acima até mesmo das promessas de começar uma dieta depois do feriado.

Monitoramento

Para garantir que tudo dê certo, o consumidor vai ter que monitorar suas contas. O conselho é da educadora financeira comportamental Meire Cardeal. “Não é só jogar tudo na planilha e deixar que ela faça o trabalho sozinha. Acompanhe, monitore o dinheiro que entrou e o que saiu”, afirma.

Ainda de acordo com ela, para entender o que acontece com o seu dinheiro vale a pena dominar as ferramentas financeiras. “Desorganização e ausência de informações sobre educação financeira leva o consumidor a pagar juros altos que corroem o salário, a renda mensal”, pontua.

Outra dica importante está em não fugir das contas, ou deixar para amanhã o que se pode organizar hoje. “Não realizar o orçamento mensal e o controle financeiro é um dos problemas que levam a todos os outros erros. A ausência da organização e controle das receitas e despesas mensais pode transformar a vida financeira do cidadão em um precipício. Não detone o seu salário pagando juros abusivos”.

Relato

Hoje, ela é youtuber e em seu canal ensina sobre finanças pessoais. Até chegar nesta posição, que lhe permite ajudar muitas pessoas que enfrentam dívidas, Juliana Mendonça teve de resolver seus próprios problemas. Abaixo ela mostra como superou uma dívida acumulada de R$ 80 mil em dois anos e ainda conseguiu juntar dinheiro para poder casar.

O canal de Juliana está há dois anos no ar e atualmente tem198.695 inscritos onde posta vídeos que já passaram de 300 mil visualizações.

Os 10 maiores erros financeiros

1) Não entender suas finanças Estude. Busque informações sobre tudo que precisa pagar, ganhar e investir. Conheça a fatura do seu cartão, compare custos. Também não aceite qualquer coisa que o banco te ofereça.

2) Não controlar as receitas e despesas mensais Não é só anotar tudo o que gasta, mas também comparar o comportamento dos gastos: onde eu gastei mais, aqui dá para cortar, ali deu para economizar, etc.

3 ) Confundir crédito com renda Cartão de crédito, empréstimo ou limite do cheque especial não fazem parte do salário. No acumulado ano, a taxa de juros do cartão chega a 214,49%. Não tem orçamento que suporte.

4) Viver de aparência Todo mundo quer conforto e viver bem, mas é preciso ajustar as contas ao que você realmente ganha. Então, reveja seu padrão de vida e se coloque no degrau que realmente pode alcançar.

5) Não buscar alternativas de compensar a renda Se o orçamento entrou no vermelho vai ter que cortar despesas. Mas se o caso é de endividamento busque uma renda extra. Pense em algo que complemente sua receita.

6) Não pesquisar preços Acompanhe o desempenho dos preços dos produtos e serviços que consome, fique atento a promoções e, de fato, torne um hábito pesquisar tudo antes de decidir pela compra.

7) Não sonhar Reflita sobre o que se quer em curto prazo (nos próximos doze meses), no médio (entre um e dez anos) e no longo prazo (a partir de dez anos). Com sonhos é difícil cair no consumismo e no crédito fácil.

8) Comprar por impulso Algumas perguntas devem ser feitas antes de fazer uma compra, como: ‘eu realmente preciso disso?’, ‘Tenho dinheiro para pagar?’. Fique alerta e avalie sempre a necessidade de ter ou não.

9) Não pensar no futuro Entenda seu perfil de investidor e não precisa de muito para começar. Com R$ 30, por exemplo, é possível adquirir títulos do Tesouro Direto, que rendem mais do que a poupança.

10) Não saber investir Planeje seus investimentos em cima do tipo de ativo que está adequado ao seu aporte mensal, a finalidade e o prazo que deseja manter aquele dinheiro guardado. Entenda a sua aplicação.

Fonte – Correio

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