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qui , 06/12/2018 às 11:13

Luiz Caetano se posiciona sobre inelegibilidade

Após decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu seu registro de candidatura, condenando-o a inelegibilidade pelo prazo de oito anos, o deputado federal Luiz Caetano (PT), pronunciou-se sobre o caso.


Durante o programa “Vamos Conversar”, do último sábado (01/12), o político falou ao vivo, pela primeira vez, sobre a sentença que o enquadrou na Lei da Ficha Limpa, determinando a suspensão dos seus direitos políticos devido à improbidade administrativa, lesão do patrimônio público e enriquecimento ilícito por conta do contrato firmado com a Fundação Humanidade Amiga (Fhunami), em 2007, para a confecção de 128 mil uniformes e 45 mil mochilas escolares para a rede de ensino municipal.

Sobre sua defesa, Luiz Caetano conta que ainda pode fazer três tentativas de recurso e que não desistirá do direito de exercer o cargo político para o qual foi eleito com quase 125 mil votos nas eleições de outubro. O deputado afirmou que não cometeu nenhum tipo de crime e que está tranqüilo quanto à futura comprovação de sua inocência. Ele ainda reforça que tudo não passa de uma perseguição política por parte de seus adversários. “Quero dizer aos meus eleitores, ao povo da Bahia, do Brasil e de Camaçari, que eu estou de cabeça erguida. Não matei, nem roubei. Sofro, na verdade, uma perseguição política. Tenho certeza que a justiça vai prevalecer e eu vou conseguir mostrar a realidade. Vou ter o meu mandato de volta!”.

Durante todo o programa, o ex-prefeito de Camaçari fez questão de enfatizar que não foi beneficiado pela verba destinada à produção do fardamento e que, se houve algum tipo de erro, este foi cometido por parte da empresa contratada e não dele. No entanto, esta hipótese também deverá ser investigada de maneira mais profunda, uma vez que algumas partes do caso ainda não foram ouvidas. “Em 2007, há doze anos, quando eu governava o município de Camaçari, contratei a fundação para produzir camisas e mochilas para os alunos da rede municipal. Eu não contratei a mão-de-obra, nem a compra dos tecidos, nem dos plásticos. Eu contratei a fundação, uma empresa social, que se reuniu com as associações de moradores da cidade e contratou as costureiras e os demais tipos de mão-de-obra. Posso assegurar que não existiu nenhum enriquecimento ilícito para mim ou para a empresa”, afirmou.

O parlamentar encerrou o programa salientando que, ao contrário do que está sendo noticiado, seus direitos políticos permanecem assegurados e que somente o mandato para continuar exercendo a função de deputado federal é que está caçado. “Já embarguei a decisão junto ao TSE e estou certo de que esta situação será totalmente esclarecida. Só não serei candidato em 2020 se o partido considerar que não devo e apoiarei o companheiro ou companheira que o partido determinar”, encerrou.

Por : Elba Coelho

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