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ter , 20/11/2018 às 16:39

Moradores de Camaçari vivenciam a prática do simulado de emergência

O dia começou bem diferente para os moradores do bairro Ficam II, pois a manhã desta terça-feira (20) foi reservada para a realização de um simulado de emergência com o objetivo de conscientizar os residentes do perímetro nas proximidades do Polo de Camaçari, quanto à importância de saber como proceder em casos de evacuação.

O exercício envolveu cerca de 80 profissionais da Defesa Civil, Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Corpo de Bombeiros, Agentes de Trânsito, Polícia Militar e SAMU, e contou com a participação de alguns moradores além de um grupo de alunos da escola Joana Angélica.

 

Para Ivanaldo Soares, coordenador da Defesa Civil, a participação da população em treinamentos como este é de extrema importância. “O simulado sempre é realizado para que as pessoas possam ter noção do perigo que elas, possivelmente, podem correr. Estando bem treinada e consciente sobre as maneiras como deve proceder para se distanciar da zona de perigo em segurança, a população não só zelará por sua integridade física, como poderá ajudar os órgãos responsáveis a executarem o trabalho de evacuação de maneira mais confortável e tranqüila”, afirma.

O coordenador salienta ainda que, havendo uma situação de emergência, a principal iniciativa dos moradores deve ser a de se dirigir para os pontos de encontro seguros como o Espaço 2000, a Praça da Noite ou bairros mais distantes como Gleba E e Gleba C. “Numa ocorrência de nível 4, ou seja, fora do controle do Polo, como um vazamento de gás, por exemplo, uma sirene será acionada e ao ouvi-la, todos os moradores devem deixar suas casas e se dirigirem para os Ponto Seguros. Não é o momento de se preocupar com bens materiais; se possível, apenas documentos e animais de estimação. É muito melhor sair com segurança e priorizar sua integridade física”, acrescenta.


Moradora do bairro, há mais de 33 anos, Maria Célia dos Santos, conta que já participou de diversos simulados. No entanto, se entristece ao perceber que a maior parte dos seus vizinhos não comparece para o exercício. “O simulado é muito importante, mas, praticamente, ninguém veio, apesar do anúncio em carro de som durante todos os dias da semana passada. As pessoas não vêm porque acham que uma situação complicada como essa nunca vai acontecer. Graças a Deus, nunca houve nada, mas a gente mora do lado de uma bomba-relógio, por isso, precisamos participar, e nos preparar para saber como agir”, aconselha.

Sob o olhar curioso e atento, dos alunos da escola Joana Agélica, o Dr. Claudio Azoubel Filho, Médico-Coordenador do SAMU, ensinou manobras de primeiros socorros e pediu para que as crianças levassem o aprendizado para casa. “É importante que vocês, crianças, saibam, que numa situação de emergência, até vocês podem salvar pessoas. Eu tinha oito anos quando fiz meu primeiro curso de primeiros socorros e é um aprendizado que se leva para a vida toda”, contou. O médico também frisou que o fato de saber prestar um atendimento inicial não anula a importância do trabalho da equipe do SAMU, por isso, a primeira iniciativa deve ser ligar para o 192 e solicitar que uma unidade vá até o local onde o paciente se encontra.

O Plano de Emergência para a Comunidade (PEC) é uma realização do Cofic, do Nudec e da Defesa Civil, com apoio da STT, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Por: Elba Coelho

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