Bibi Gourmet

Política

ter , 09/10/2018 às 16:20

Partidos baianos começam a definir apoio entre Bolsonaro e Haddad

O primeiro turno eleitoral mal terminou e os partidos já iniciaram as reuniões para definir os apoios ao segundo turno aos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). Alguns apostam no apoio da legenda, outros deixaram as escolhas a critério de cada integrante.

Na Bahia, até a tarde desta terça-feira (9), o presidente estadual e vice-presidente nacional do PTB, deputado federal Benito Gama, era um dos que já tinham definido apoio do partido na Bahia à candidatura de Bolsonaro à presidência da República.

Por meio de nota, Benito afirmou que “os ideais do PTB Bahia coadunam desde sempre com o combate à corrupção, o respeito à legislação, a valorização da família e dos trabalhadores, além do estímulo ao agronegócio, indústria e comércio, para geração de emprego e renda”.

Benito Gama teve 29.964 votos válidos no último domingo (7) e não renovou o mandato em Brasília a partir de 2019. Já o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), que também sofreu derrota nas urnas, com 66.320 votos no pleito, foi outro que, independente da decisão nacional do PSDB, disse que vai apoiar o candidato do PSL.

“O Brasil não pode retroceder. Não podemos deixar prevalecer o populismo que corrói a nação, destrói os pilares da democracia e fragiliza os valores da família. Voto e trabalharei pela vitória de Jair Bolsonaro”, afirmou Imbassahy nas redes sociais.

Em Salvador, o vereador Cezar Leite (PSDB) também anunciou apoio ao presidenciável e está entre os líderes de uma manifestação pró-Bolsonaro que será realizada no próximo domingo (14).

Já o vice-governador da Bahia, João Leão (PP), oficializou o apoio do partido no estado ao candidato do PT, Fernando Haddad, mesmo com o PP nacional tendo optado pela neutralidade.

De acordo com o presidente nacional do partido, o senador Ciro Nogueira, “tendo a clara compreensão dessas circunstâncias especiais que vivem a política e o país, o Progressistas adotará uma postura de absoluta isenção e neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais”.

João Leão, que é vice-presidente nacional do PP, destacou que alguns pepistas querem apoiar Jair Bolsonaro, a exemplo da ex-candidata a vice de Geraldo Alckmin (RS), Ana Amélia.

O candidato do PSOL, Marcos Mendes, derrotado na corrida governamentista na Bahia, já anunciou que vai apoiar Haddad. No entanto, os outros concorrentes ao cargo, Célia Sacramento (Rede), João Santana (MDB) e Orlando Andrade (PCO) ainda não se manifestaram.

Zé Ronaldo (DEM), que ficou em segundo na corrida pela sucessão estadual, já havia anunciado apoio a Bolsonaro na reta final da campanha.

Cenário nacional
No Brasil, os apoios devem ser definidos nesta terça-feira (9), com os anúncios já esperados do PSB, PSDB, Rede, DC e PPL. No entanto, já há expectativas sobre as decisões. O PDT, do candidato Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, indicou que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad.

Nas redes sociais, o candidato à presidência pelo PPL, João Goulart Filho, apesar de ter feito elogios a Ciro Gomes, não apontou se pretende apoiar Bolsonaro ou Haddad. A candidata da Rede, Marina Silva, fez críticas aos dois presidenciáveis, assim como João Amoêdo, do Partido Novo.

Assim como o PP, o Novo também anunciou neutralidade nesta terça, embora tenha se posicionado absolutamente contrários ao PT, “que tem ideias e práticas opostas às nossas. O cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição se dará através da atuação de nossa bancada eleita”, informou a legenda.

A Rede e o DC, de Eymael, também devem anunciar nesta terça-feira os apoios. O MDB, presidido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), que perdeu a reeleição, deve se reunir nesta quarta (10) na capital federal. Já o PSTU, de Vera Lúcia, marcou para o dia 11 o anúncio.

O Podemos, que lançou Álvaro Dias, o Partido Novo, de João Amoêdo, e o PV, que lançou Eduardo Jorge, vice de Marina Silva, ainda não marcaram reuniões para decidir sobre o tema.

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