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ter , 02/10/2018 às 10:27

Brasil lidera redução da mortalidade infantil entre países de língua portuguesa

Entre as nações que falam a língua portuguesa, o Brasil é o país que mais reduziu a mortalidade de crianças com menos de cinco anos, entre 1990 e 2017. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o país diminui em 5,4% o número de crianças dessa faixa etária que perdem a vida.

O relatório Níveis e Tendências de Mortalidade Infantil, publicado pela ONU em Genebra, apontou que em 1990, a taxa de mortalidade em menores de cinco anos no Brasil era de 63 em cada mil. Esse índice baixou para 15 em cada mil em 2017.

Entre as nações lusófonas, Portugal ocupa o segundo lugar no levantamento. Em 27 anos, a taxa de mortalidade infantil diminuiu de 15 em cada mil para 8 em cada mil, uma redução anual de 5,1%. Apesar disso, o Brasil está há quase 40 posições atrás de Portugal no Índice de Desenvolvimento Humana, que tem como um dos indicadores a mortalidade infantil.

De acordo com o documento, cerca de 6,3 milhões de crianças com menos de 15 anos morreram devido a causas evitáveis em 2017, no mundo inteiro. Estima-se também que uma criança ou adolescente morreu a cada segundo, sendo que 85% dos óbitos aconteceram nos primeiros 5 anos de vida e metade deles refere-se apenas à recém-nascidos.

O estudo mostrou ainda que existem diferenças regionais, visto que um bebê que nasce na África Subsaariana ou na Ásia está nove vezes mais propenso a morrer no primeiro mês do que um bebê nascido em país de alta renda. Para o diretor de dados e pesquisa do Unicef, Laurence Chandy, ainda há muito que ser feito.

“Fizemos um progresso notável para salvar crianças desde 1990, mas milhões ainda estão morrendo por causa de quem são e de onde nasceram. Com soluções simples, como remédios, água limpa, eletricidade e vacinas, podemos mudar essa realidade para todas as crianças”, alegou em comunicado.

Um outro estudo, enviado ao Ministério da Saúde, relacionou a mortalidade infantil com o avanço da pobreza e redução de investimento em áreas importantes cruciais para o desenvolvimento e para saúde.

Princess Nono Simelela, da Organização Mundial da Saúde (OMS), defendeu que “milhões de bebês e crianças não deveriam estar morrendo todos os anos por falta de água limpa, saneamento, nutrição adequada ou serviços básicos de saúde”.

Além disso, o ministério apontou que houve um aumento de 4,8% no número de mortes de crianças e adolescentes no Brasil em 2016, em relação ao ano anterior. Foi a primeira vez desde 1990 que a taxa de mortalidade infantil cresceu no país. Na Bahia, também houve aumento do índice em 2016. A taxa subiu 9,2% se comparada a 2015.

Fonte : A Tarde

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