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ter , 11/09/2018 às 11:21

Lava Jato cumpre mandados na BA,SP e PR

O ex-governador do Paraná Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso na manhã desta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba, no Paraná.

Beto Richa é alvo de duas operações: uma realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), pela qual foi preso, e outra da Polícia Federal (PF), em uma nova fase da Lava Jato. Na 53ª etapa da Lava Jato, a casa de Beto Richa foi alvo de mandado de busca e apreensão.

A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.

A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais. A operação foi batizada de “Rádio Patrulha”.

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do PSDB para questionar como fica a candidatura de Beto Richa, porém, até a última atualização desta reportagem, o partido ainda não tinha se manifestado.

Na última pesquisa Ibope, divulgada em 4 de setembro, Beto Richa aparecia em segundo lugar – com 28% das intenções de votos.

“O Ministério Público tenta se pautar, embora não pareça para muitas pessoas, de acordo com as próprias condições. Não há uma vedação legal de se fazer investigações no período pré-eleitoral. Eu sei que, quando atinge uma pessoa que inclusive é candidata, é obvio que isso interfere. Mas, de alguma forma, nós não podemos parar os trabalhos por motivo dessa natureza, senão nós vamos ter que fechar, fazer férias, algo assim, em certos períodos”, afirmou o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.

Veja a lista dos mandados de prisão:

Fernanda Richa (presa)– esposa de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social

Deonilson Roldo (preso) – ex-chefe de gabinete do ex-governador

Pepe Richa (preso) – irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura

Ezequias Moreira (preso)– ex-secretário de cerimonial de Beto Richa

Luiz Abib Antoun (preso) – parente do ex-governador

Edson Casagrande (preso) – ex-secretário de Assuntos Estratégicos

Celso Frare (preso) – empresário da Ouro Verde

Aldair W. Petry

Dirceu Pupo – contador

Joel Malucelli – empresário J.Malucelli

Emerson Cavanhago

Robinson Cavanhago

Túlio Bandeira

André Felipe Bandeira

As prisões são temporárias, com validade de cinco dias. Ao todo, são 15 mandados de prisão. Até o momento, oito pessoas foram presas. O coordenador do Gaeco ressaltou que as prisões têm fundamento legal.

Batisiti explicou que o programa Patrulha do Campo era um serviço que consistia na locação de máquinas pelo Governo do Paraná para a conservação de estradas rurais.

Com exceção de Antoun, detido em Londrina, no norte do Paraná, os demais foram presos em Curitiba. Deonilson Roldo é réu na Lava Jato e também foi alvo de prisão da PF.

Além de ser proprietário da J. Malucelli, Joel Malucelli é dono da Band, da BandNews, da CBN e do Metro Jornal, em Curitiba.

As empresas Cotrans, Ouro Verde e J. Malucelli são investigadas por fraude no programa do governo estadual Patrulha do Campo.

Por meio de nota, a J. Malucelli Equipamentos negou a participação em qualquer irregularidade e disse que não firmou qualquer contrato com o Governo do Paraná relacionado às Patrulhas Rurais.

A defesa de Deonilson Roldo informou que ainda não teve acesso às ordens judiciais.

 

Operação ‘Rádio Patrulha’

Além dos 15 mandados de prisão, há 26 de busca e apreensão em Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.

As buscas ocorreram em 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas e na sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), de acordo com o Gaeco.

Batisti disse que escritório político alvo de busca e apreensão é o do Beto Richa.

“Não há acusação”, afirmou o coordenador do Gaeco. Ele explicou que a operação trata de suspeitas.

Como a caso está sob sigilo, o Batisti não deu muitos detalhes da operação “Rádio Patrulha”. O montante de dinheiro envolvido na operação, por exemplo, não foi informado.

Batisti também relatou que os mandados foram cumpridos de maneira tranquila. Conforme ele, as operações do Gaeco e da PF terem sido deflagradas no mesmo dia foi coincidência. “São independentes”, esclareceu.

Fonte: G1

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