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Polícia

qua , 27/12/2017 às 10:24

Condutor de jet ski se apresenta à polícia com advogado

O condutor da lancha envolvida na morte do piloto João Paulo Dores, 31 anos, se apresentou à polícia na tarde de desta terça-feira (26). O homem identificado como Antônio Borges, dirigia a embarcação, em Barra de Jacuípe, quando colidiu com o jet ski da vítima. Dores morreu no caminho do hospital e foi sepultado na tarde desta terça-feira (26), no cemitério Bosque da paz, em Nova Brasília, em Salvador.

Em sua defesa, Borges afirmou que saiu do local do acidente por causa dos familiares da vítima. “Ele (condutor) disse que foi embora por medo da reação da família de João, que estava na praia”, informou o delegado responsável pela investigação do caso, Jacinto Alberto, titular da Delegacia de Monte Gordo.

Piloto João Paulo Dores morreu no acidente
(Foto: Reprodução)
Ainda segundo o delegado, Antônio é morador da região de Barra do Jacuípe e estava acompanhado de três pessoas no momento do acidente. “Conforme o condutor da lancha, o piloto do jet ski estaria acenando ou tentando falar com alguém na praia na hora do acidente. Ele (vítima) parecia que não estava vendo a embarcação”, completou Arnaldo. Após ser ouvido na delegacia, o homem foi liberado.

Antônio foi até a delegacia acompanhado do advogado. Ele é habilitado desde 2012, mas a lancha de nome “Bochin” não é de sua propriedade.

A Marinha do Brasil também investiga o caso. Na tarde de ontem, uma equipe realizou perícia no local do acidente. Em nota, o órgão informou que as causas, circunstâncias e responsabilidades pelo acidente serão determinadas em um inquérito que vai ser instaurado pelo órgão.

Enterro e comoção
Morador do bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, João chegou a Jacuípe na manhã de segunda-feira, na companhia da mãe, da esposa e de alguns amigos. João Paulo. Um dia após o acidente, centenas de pessoas – entre parentes, amigos e vizinhos – foram até o cemitério Bosque da Paz, em Nova Brasília, para se despedir da vítima.

Durante o enterro do irmão, Cristian falou sobre o acidente e pediu por justiça. “O jet ski era uma ‘paixão recente’ de João Paulo. Ele trabalhou e lutou e, por conta disso, morreu fazendo o que o fazia feliz. Mas o que fica é o fato da lancha não ter dado socorro. Eu quero que a justiça seja feita, porque aconteceu com ele (João) e pode acontecer com outra pessoa”, disse.

(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
Acidente
De acordo com familiares da vítima, João chegou à localidade pela manhã na companhia da mãe, da esposa e de alguns amigos. Eles pretendiam passar todo o dia no local.

Segundo familiares, por volta das 17h, João se preparava para estacionar o veículo aquático à beira mar, quando foi surpreendido por uma lancha em alta velocidade. A lancha atingiu a lateral do jet ski e, com o impacto, a vítima foi lançada a cerca de 5 metros.

Ainda de acordo com familiares, a lancha estava em alta velocidade e o condutor não parou para prestar socorro. “Naquele momento, todo mundo ficou preocupado em prestar socorro a ele, ninguém foi atrás do condutor”, conta Sueli Vieira, 34, cunhada de João.

A vítima chegou a ser socorrida pelos salva-vidas e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arembepe, também em Camaçari. No caminho para a UPA, na companhia da esposa e ainda consciente, João se despediu dos familiares. “Ele chegou a se despedir dela, me arrepio só de falar”, diz o amigo Márcio Roberto, 33.

Dicas para condutores
Andar de stand up Paddle, lancha ou jet ski pode ser uma ótima opção de lazer no verão, mas os condutores de veículos devem estar atentos às regras básicas para trafegar nas águas. O aumento da velocidade de embarcações como a lancha, que pode chegar a até 290 km/h, pode causar acidentes envolvendo motoristas e até mesmo banhistas.

Para se ter ideia, de acordo com a Diretoria de Portos e Costas (DPC), somente no verão 2016/2017, em todo Brasil, ocorreram mais de 34% do total dos acidentes registrados até dezembro deste ano. De dezembro de 2016 a março de 2017, as embarcações que mais se envolveram com esses acidentes durante o lazer foram lanchas (57%), motos aquáticas (16%) e botes (11%).

O primeiro passo para aproveitar o passeio aquático com responsabilidade é adquirir a carteira de motonauta ou arrais-amador. O condutor também precisa ser maior de 18 anos e deve ainda cadastrar o veículo da Capitania dos Portos. Quem está pensado em arpoveitar as férias nessas embarcações, deve conhecer todo o caminho do passeio. Além disso, os condutores também precisam observar as correntes maritimas. O ideal é entrar em contato com a Marinha para saber a situação do mar no dia do passeio.

Outras dicas essenciais são: evitar o uso de bebibas alcóolicas, avaliar a situação da embarcação e respeitar o número de pessoas que o véiculo suporta.

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