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Saúde

seg , 20/11/2017 às 14:09

Médicos alertam para a prevenção e detecção precoce do câncer de próstata

 

Tomar sol dez minutos por dia para ajudar na absorção de vitamina D contribui no processo de prevenção ao câncer de próstata. O médico urologista e cirurgião geral, Aíde Queiroz Lisboa, reforça a informação. “A vitamina D, em baixa dosagem, está associada ao câncer de próstata, por isso o sol é tão importante. Pode ser qualquer horário, por dez minutos, quanto mais área exposta melhor e sem protetor solar”, orienta o especialista, líder da especialidade no Hospital Santa Helena (HSH) e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia.

A prática de atividade física, uma alimentação saudável, rica em verduras e frutas, reduzindo a gordura de origem animal, assim como evitar cigarro e bebida em excesso também são atitudes, apontadas pelo urologista, que contribuem na redução dos riscos para a doença.

Aliado aos bons hábitos diários, é preciso também que o homem faça o exame do toque retal e a dosagem de PSA no sangue, com frequência. Aíde Queiroz destaca que o toque retal faz parte da consulta, sendo um exame “simples, rápido e indolor”. “É preciso vencer o preconceito, em dez segundos é possível fazer esse exame”, diz.

O oncologista clínico Dálvaro Castro Júnior, que também faz parte da equipe do HSH, reforça: “O câncer de próstata é o mais comum nos homens no mundo todo. O seu diagnóstico precoce eleva a chance de cura. É necessário quebrar o paradigma do toque retal”.

Dálvaro Castro Júnior explica que a mensuração dos níveis do antígeno específico da próstata (PSA) e a realização do toque retal (palpação da próstata com o dedo através da introdução no ânus) são exames complementares que ajudam na detecção precoce da doença.

Ele informa que homens, com risco médio, devem começar a fazer o rastreamento a partir de 50 anos. Já pacientes de alto risco, como negros, com uma história familiar da doença, particularmente em parentes mais jovens do que 65 anos, e aqueles que têm suspeita ou são portadores de algumas mutações genéticas, a idade para o início do rastreamento deve ser a partir dos 40 anos.

“O intervalo e a combinação ideais destes exames ainda são incertos. No entanto, com base em dados disponíveis, é sugerida a realização dos mesmos a cada dois anos”, pontua o oncologista. E, acrescenta que toda a vez que o toque retal for realizado e for detectada anormalidade, os pacientes devem ser encaminhados a um urologista, assim como se os valores de PSA estiverem anormais.

O HSH, único hospital de alta complexidade localizado fora da capital baiana, está mobilizado na campanha Novembro Azul. A unidade conta com toda a estrutura para atender o paciente homem e com um serviço de oncologia completo, recém inaugurado.

Fonte – Ascom Grupo Santa Helena

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